As principais bolsas de Nova York abriram em baixa, com o índice Dow Jones caindo 0,11% para 53.978,33 pontos e o S&P 500 oscilando, impulsionadas pela performance negativa do setor de tecnologia e pelo aumento dos preços do petróleo. A queda das 'techs' pode ser atribuída a uma reavaliação de múltiplos em um ambiente de taxas de juros potencialmente mais altas, enquanto a alta do petróleo é um reflexo direto das incertezas geopolíticas no Estreito de Ormuz, restringindo a oferta global. Este cenário pressiona ETFs como QQQ e SPY para baixo, enquanto impulsiona commodities energéticas como BNO e empresas de petróleo como XOM. No Brasil, a alta do petróleo pode impactar negativamente empresas aéreas como AZUL4 e GOLL4 devido ao aumento dos custos de combustível, e o IBOV pode sentir o efeito de aversão a risco global. Em 2022, tensões geopolíticas na Europa e preocupações com a inflação impulsionaram o petróleo WTI acima de US$120 e resultaram em quedas de mais de 30% no NASDAQ 100 no primeiro semestre. O principal gatilho a monitorar esta semana é o índice de preços ao consumidor (CPI) americano, que pode solidificar expectativas sobre a política monetária do Fed. No médio prazo (3-6 meses), a resolução das tensões no Estreito de Ormuz e a trajetória da inflação nos EUA determinarão a direção dos mercados, com um cenário de alta de juros favorecendo setores de valor e energia sobre as 'techs' de crescimento.
Nas próximas 1-2 semanas, o mercado deve permanecer volátil, aguardando os dados do CPI americano. Se o CPI surpreender para cima, o S&P 500 ($772.97) pode testar a faixa de $750-760, e o petróleo Brent ($85.45) pode se aproximar de $90. Um CPI mais brando e desescalada geopolítica poderiam estabilizar as 'techs' e puxar o SPY de volta para $780.
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