Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, afirmou que o Banco Central brasileiro tem margem para reduzir a Selic caso a atividade econômica continue debilitada, mas sua projeção indica que a taxa de juros só alcançará um dígito em 2028. Esta perspectiva contrasta com o otimismo de muitos agentes de mercado em relação a cortes mais significativos já em 2026 e 2027. A manutenção da Selic em patamares elevados por um período prolongado restringe o acesso ao crédito, eleva o custo de capital para empresas e consumidores, e desacelera o investimento e o consumo, impactando o crescimento econômico e a inflação. Por outro lado, grandes bancos como ITUB4 e BBAS3 podem ver suas margens de lucro mais resilientes devido a uma taxa básica mais alta. Durante o ciclo de aperto monetário entre 2013 e 2016, a Selic permaneceu em dois dígitos e atingiu 14,25%, resultando em retração do PIB e desempenho fraco para ações de consumo discricionário. O próximo gatilho a monitorar será a decisão do COPOM em 2026-09-17, que pode sinalizar a velocidade e a magnitude dos futuros cortes ou reforçar a cautela. No médio prazo (6-12 meses), a Selic deve permanecer em dois dígitos, limitando o potencial de valorização de ativos de risco.
Nas próximas 4-6 semanas, a expectativa é de cautela no mercado de ações, com investidores aguardando a decisão do COPOM em 2026-09-17.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real