Bolsa recua 17% e ações são apontadas para enfrentar incerteza fiscal

A bolsa brasileira sofreu forte correção após a divulgação de resultados eleitorais diferentes do esperado para 2026, levando o Ibovespa a registrar queda de 17% na última semana e interrupções nas negociações. Em um dia, algumas ações despencaram mais de 50%. Diante desse cenário de incerteza fiscal, o Money Times compilou, com base em recomendações de instituições financeiras, as empresas que consideram mais preparadas para enfrentar a nova fase. O Itaú (ITUB4) recebeu elogios do JP Morgan e do Citi por risco limitado de deterioração dos lucros, disciplina na concessão de crédito e forte posição de capital. O BTG Pactual (BPAC11) foi apontado pelo JP Morgan como capaz de atravessar pressão graças ao seu modelo diversificado. Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), com receitas atreladas ao dólar e ao petróleo, foram citadas pelo JP Morgan por geração de caixa e potencial de dividendos; o Citi elevou o preço‑alvo da Prio de R$ 67,50 para R$ 82, mantendo recomendação de compra. O Daycoval destacou a capacidade da Petrobras de remunerar acionistas mesmo em ambiente turbulento. Construtoras ligadas ao programa Minha Casa Minha Vida, como Tenda (TEND3), Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3), foram apontadas como mais vulneráveis ao aumento de juros. O JP Morgan manteve recomendação neutra para MRV (MRVE3) devido à alavancagem e problemas nos EUA, e rebaixou Cyrela (CYRE3) e Eztec (EZTC3) para neutra. A Empiricus Research descreveu dois cenários possíveis: ajuste fiscal que reduziria risco país e permitiria juros menores, ou continuidade da incerteza que manteria pressão sobre ativos sensíveis ao custo de capital.

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