Janet Yellen, ex-Secretária do Tesouro americano (2021-2025) e ex-presidente do Federal Reserve (2014-2018), emitiu um alerta significativo, afirmando que a dívida dos Estados Unidos segue um caminho insustentável. A declaração, feita antes de sua participação na Expert XP, sublinha a crescente preocupação com a trajetória fiscal da maior economia global. Este posicionamento de uma ex-autoridade monetária e fiscal de tamanha envergadura tende a aumentar o prêmio de risco exigido para títulos de longo prazo dos EUA. Consequentemente, ativos sensíveis a juros, como ações de tecnologia e REITs, podem enfrentar pressão de baixa, enquanto portos-seguros como o ouro podem ganhar destaque. O investidor brasileiro deve estar atento à possível desvalorização do Real frente a um dólar mais forte impulsionado pela fuga para a qualidade e à volatilidade no IBOV, com uma janela de 2 a 4 semanas para observação. Em 2011, o rebaixamento da dívida dos EUA pela S&P gerou uma forte aversão a risco global, com o S&P 500 caindo ~17% em poucas semanas. O próximo gatilho será a resposta do Tesouro e do Congresso americano às preocupações fiscais, com cenários de médio prazo apontando para maior volatilidade se nenhuma ação for tomada.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve digerir as declarações de Yellen, buscando sinais de resposta política do Tesouro e do Congresso. Se a retórica sobre a dívida escalar, o TLT ($86.75 hoje) pode testar a faixa de $84-82, enquanto o GLD ($4172.90 hoje) pode buscar a resistência de $4250-4300. Monitorar de perto os leilões de dívida e as declarações de membros do Fed e do Tesouro será crucial.
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