Uma pesquisa recente revelou uma queda acentuada na moral empresarial do Reino Unido, atribuída diretamente ao aumento dos custos provocado pela guerra do Irã. O conflito no Oriente Médio eleva os preços do petróleo e interrompe as cadeias de suprimentos, impactando negativamente as empresas britânicas. Consequentemente, espera-se que ações domésticas do Reino Unido, como varejo e construção, sofram pressão de baixa, enquanto a libra esterlina (GBP) pode enfraquecer frente a moedas de refúgio. Para o investidor brasileiro, o aumento dos custos globais de energia pode pressionar a inflação interna e o câmbio (BRL/USD), impactando a Selic. Em 1973, o choque do petróleo também resultou em inflação e recessão global, servindo como paralelo para a atual dinâmica de custos. Os próximos dados de inflação e PIB do Reino Unido, juntamente com a evolução do conflito, serão gatilhos cruciais. A médio prazo, a persistência da guerra pode levar a uma estagflação no Reino Unido, com impacto em cascata para a economia global.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que a moral empresarial do Reino Unido continue sob pressão, com o GBP ($1.26 hoje) testando níveis de suporte mais baixos contra o USD, possivelmente em $1.24. O Brent ($70.58 hoje) pode se estabilizar ou subir para $75 se a retórica iraniana persistir. O principal gatilho de curto prazo será qualquer declaração oficial sobre o Estreito de Ormuz ou dados de inflação do Reino Unido, que podem acelerar a aversão ao risco.
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