Acordo entre Irã e EUA permanece distante

Uma autoridade iraniana de alto escalão declarou, à Reuters, que Irã e Estados Unidos continuam longe de um acordo para encerrar a guerra, mesmo com intensificação dos esforços diplomáticos. Na madrugada de 3 de novembro, os EUA realizaram ataques "defensivos" contra a ilha iraniana de Qeshm, alegando ter visado mísseis terra‑ar usados contra alvos americanos; autoridades americanas afirmaram que os ataques foram limitados e não indicam retomada de combate em larga escala. O Catar intensificou sua mediação, enviando delegação a Teerã na noite de segunda‑feira e retornando a Doha, enquanto o porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al‑Ansari, afirmou que ambas as partes permanecem comprometidas. A autoridade iraniana, que preferiu permanecer anônima, condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao atendimento de exigências de Teerã. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Washington de tentar submeter o Irã e advertiu sobre resposta imprevisível a erros de cálculo dos EUA. A Guarda Revolucionária do Irã informou ter abatido um drone americano MQ‑9 e dois drones Lucas próximo ao Estreito. Os preços do petróleo subiram cerca de US$ 1 na terça‑feira, depois de terem caído mais de 7% no dia anterior, refletindo as esperanças de avanços diplomáticos. Presidentes Donald Trump, dos EUA, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, foram citados apenas em referência ao contexto político regional.

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