O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Medvedev, afirmou que a Rússia não descarta a criação de uma comunidade de estados sujeitos a sanções, ecoando uma proposta anterior do ministro da Justiça iraniano. Este bloco potencial buscaria mitigar os efeitos das sanções ocidentais, promovendo o comércio em moedas locais e desenvolvendo infraestruturas financeiras alternativas. A iniciativa visa reduzir a dependência do dólar e do sistema SWIFT, intensificando a fragmentação econômica global. Para o Brasil, tal formação poderia gerar oportunidades comerciais em setores como agronegócio e mineração, mas também aumentaria a volatilidade do câmbio. Um paralelo histórico pode ser traçado com o COMECON durante a Guerra Fria, que buscou criar um bloco econômico isolado do Ocidente. Próximas cúpulas como BRICS ou SCO servirão como gatilhos para avanços concretos sobre a arquitetura e adesão a essa comunidade. No médio prazo, a materialização deste bloco intensificaria a desglobalização e a formação de esferas de influência econômica distintas.
Nos próximos 3-6 meses, a retórica sobre este bloco deve intensificar-se, com possíveis anúncios de acordos bilaterais ou multilaterais entre nações sancionadas em fóruns internacionais, como o BRICS ou a Organização de Cooperação de Xangai. Gatilhos incluem declarações de líderes sobre a implementação de novas moedas de comércio ou sistemas de compensação. Se houver anúncios concretos, o DXY ($100.86 hoje) pode testar 99-98, enquanto o ouro ($4187.30 hoje) e o Bitcoin ($62,446 hoje) poderiam subir 5-10%.
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