Citi vê risco fiscal como preocupação para bancos brasileiros após as eleições

O Citigroup (Citi) revisou sua exposição a ativos brasileiros após as eleições, reduzindo a participação em ações nacionais e encerrando uma posição comprada no real. A decisão foi motivada por inquietações quanto à disciplina fiscal, metas fiscais, crescimento dos gastos e capacidade política de aprovar ajustes, bem como pelo potencial impacto de juros elevados, desaceleração econômica e aumento da inadimplência sobre os bancos. A BCA Research também adotou uma postura cautelosa em relação a investimentos no país, citando riscos de dívida pública, inflação e crescimento econômico. As mudanças não indicam necessariamente uma crise no sistema financeiro brasileiro, mas alertam para possíveis elevações nos custos de financiamento, dificuldades na concessão de crédito e pressão sobre os resultados das instituições financeiras.

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