O estrategista Henry Allen, do Deutsche Bank AG, alerta que investidores estão subestimando a escala das elevações de juros necessárias para combater a persistente pressão de alta nos preços. Esta perspectiva implica que o mercado não precificou integralmente o custo do capital futuro, indicando uma potencial recalibração de preços em ativos sensíveis a juros. No Brasil, a pressão global por juros mais altos pode obrigar o Banco Central a manter a Selic elevada por mais tempo, impactando negativamente setores sensíveis como construtoras (CYRE3) e FIIs, mas favorecendo o spread bancário. Um paralelo histórico pode ser traçado com o ciclo de aperto monetário de 1979-1981 nos EUA, sob Paul Volcker, onde juros foram elevados drasticamente para combater a inflação, levando a uma recessão e forte desvalorização de ativos de crescimento. As próximas decisões de juros do FOMC (16 de setembro) e do COPOM (17 de setembro) serão cruciais para reavaliar a postura dos bancos centrais e o humor do mercado. No médio prazo (3-6 meses), se a inflação não ceder, o mercado pode testemunhar uma correção mais acentuada em ativos de risco e uma rotação de capital para valor e dividendos.
Nas próximas 4-6 semanas, se os dados de inflação (como o CPI de outubro, a ser divulgado em meados de outubro) continuarem elevados, o discurso dos bancos centrais, especialmente do FOMC (16 de setembro) e do COPOM (17 de setembro), pode endurecer, levando a uma correção de 5-10% no QQQ e BTC. Por outro lado, bancos como JPM e ITUB4 podem ver ganhos de 3-5%, enquanto o ouro (GLD) pode testar $4500-4550 como hedge inflacionário.
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