O Ibovespa reagiu à pesquisa eleitoral Quaest e à Pesquisa Mensal de Serviços no Brasil, além de monitorar o fluxo cambial. No cenário externo, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA e o Livro Bege do Federal Reserve foram pontos centrais para o mercado. A pesquisa eleitoral Quaest introduz incerteza política que pode afetar o prêmio de risco local. Os dados de serviços e fluxo cambial refletem a saúde da economia doméstica e a atratividade do país para o capital estrangeiro. O CPI e o Livro Bege, por sua vez, balizam as expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve, influenciando o apetite global por risco. A percepção de risco político e a inflação externa afetam a taxa de câmbio e, consequentemente, a atratividade da renda variável brasileira. Em 2018, as eleições presidenciais no Brasil geraram alta volatilidade, com o Ibovespa exibindo variações diárias de até 2% em resposta a pesquisas e notícias políticas. Os próximos dados de emprego (payroll) em 6 de novembro e o novo CPI dos EUA em 10 de novembro serão cruciais para redefinir as expectativas sobre as taxas de juros americanas. O desfecho dependerá da clareza do cenário eleitoral, da resiliência dos dados de atividade econômica brasileira e da trajetória da inflação nos EUA, que determinará a postura do Federal Reserve.
A decisão de juros do FOMC em 28 de outubro, seguida pelos dados de emprego (payroll) em 6 de novembro e o novo CPI dos EUA em 10 de novembro, serão decisivos para a trajetória das taxas globais, enquanto o cenário eleitoral brasileiro exige monitoramento contínuo para qualquer sinal de clareza ou deterioração.
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