Uma paralisação de motoristas da antiga empresa de ônibus Transwolff compromete a circulação de 67 linhas na Zona Sul de São Paulo na manhã desta segunda-feira (19). Segundo a Prefeitura, cerca de 267 mil passageiros são afetados pelo movimento, que começou nas primeiras horas do dia em uma garagem de Parelheiros. Os trabalhadores protestam contra a falta de esclarecimentos sobre depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outras obrigações trabalhistas. Em frente à garagem, motoristas exibiram uma faixa com a mensagem “Chega de silêncio”. A greve atinge o lote D10, identificado pelos ônibus azul-claros, enquanto os veículos do lote D11, de cor vinho, seguem operando normalmente. Ambos estão sob administração da SPTrans desde o encerramento do contrato da Prefeitura com a Transwolff. Para reduzir os impactos sobre os passageiros, a administração municipal acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese). Segundo informações divulgadas pelo UOL, o atendimento emergencial foi solicitado para 37 das 67 linhas afetadas. A Prefeitura também pediu reforço policial nas garagens. Leia também Deputado do PL é detido após disparo de arma em bar de São Paulo e acaba liberado Marcelo Aguiar foi levado à delegacia após confusão em estabelecimento na madrugada desta segunda-feira (19) Suspeita de bomba mobiliza esquadrão antibomba após debate entre Lula e Flávio Polícia Militar foi acionada para verificar objeto suspeito nas proximidades da emissora; candidatos já haviam deixado o local Prefeitura contesta paralisação A gestão municipal classificou a greve como ilegal, alegando que os trabalhadores não comunicaram a interrupção do serviço com a antecedência mínima de 72 horas prevista para atividades essenciais. A Prefeitura também afirma que salários e benefícios estão sendo pagos regularmente. Segundo a administração, os valores referentes ao INSS e ao FGTS são depositados integralmente em juízo, enquanto aguardam uma decisão judicial sobre sua destinação. Em relação ao plano de saúde dos funcionários, a SPTrans informou que está em andamento uma licitação para contratar um novo fornecedor. Até a conclusão do processo, os trabalhadores recebem uma compensação financeira prevista em acordo coletivo. Investigação sobre o PCC A paralisação ocorre em meio à reorganização das linhas anteriormente operadas pela Transwolff. A empresa foi alvo de investigações sobre suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que levaram à intervenção da Prefeitura em abril de 2024. Após a decretação da caducidade do contrato, a SPTrans assumiu a administração dos serviços dos lotes D10 e D11. Segundo a gestão municipal, a antiga concessionária deixou de operar na cidade em dezembro de 2025. A Prefeitura informou ainda que concluiu, na última quinta-feira (15), a licitação para contratar a empresa responsável pela retirada dos adesivos da Transwolff dos ônibus. A substituição da identificação visual dos veículos deverá começar nos próximos dias. Apesar da greve, o rodízio municipal de veículos foi mantido normalmente nesta segunda-feira, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). The post Greve de ônibus na Zona Sul de SP afeta 267 mil passageiros nesta segunda-feira appeared first on InfoMoney.
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