A Polícia Federal (PF) inaugurou na terça-feira (3), em Brasília, o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral com foco na identificação da origem do ouro extraído no Brasil. Instalada na sede do Instituto Nacional de Criminalística (INC), a nova estrutura emprega exames científicos para reforçar investigações contra o garimpo ilegal e crimes ambientais na região amazônica. O centro pericial integra o Programa Ouro Alvo e recebeu um aporte de R$ 49,7 milhões voltado para a montagem do parque tecnológico de rastreamento do metal. A verba faz parte de um pacote total de R$ 318,5 milhões liberado pelo Fundo Amazônia dentro do Plano Amazônia Segurança e Soberania (AMAS). Por meio de testes geoquímicos e isotópicos, os peritos conseguem mapear as propriedades específicas das jazidas brasileiras para formar um banco de dados de referência. Com esse catálogo técnico em mãos, a corporação passa a comparar lotes de minério apreendidos em operações policiais para descobrir a verdadeira procedência do material. Cruzamento de dados combate lavagem de minério e valoriza mercado legal De acordo com o diretor técnico-científico da instituição, Roberto Reis Monteiro Neto, a entrega dos novos equipamentos representa um salto de qualidade para a perícia criminal federal. Segundo o dirigente, a metodologia detalhada ajuda os investigadores a responderem de qual ponto do território nacional saiu o metal confiscado. Já o diretor de Amazônia e Meio Ambiente da corporação, Humberto Freire de Barros, ressaltou que o exame laboratorial confronta a composição física do ouro com as informações declaradas nos documentos de transporte. Tal verificação direta expõe fraudes documentais na cadeia de comércio e, ao mesmo tempo, protege o mercado regular ao certificar a extração lícita. Na avaliação do gerente do Programa Ouro Alvo, Gustavo Caminoto Geiser, a demanda pelo laboratório surgiu durante apurações sobre a veracidade de papéis anexados às cargas minerais. Diante da sofisticação dos esquemas criminosos, a equipe pericial constatou a urgência de ampliar a capacidade analítica para provar o delito de lavagem de ouro na Justiça. Equipamentos analisam mercúrio em ação conjunta na Amazônia Legal Os recursos repassados ao projeto cobrem a compra de aparelhos para exames minerais e detecção de mercúrio, além de salas para preparo, caracterização e guarda de amostras no INC. Gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sob diretrizes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o fundo financia a produção de provas técnicas contra infratores. A diretora socioambiental do BNDES, Teresa Campello, afirmou que o uso de tecnologia de ponta fortalece o braço de inteligência das forças de segurança pública do governo federal. Sob a coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o plano estratégico articula ações da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e dos órgãos estaduais das nove unidades federativas da Amazônia Legal. Presente na cerimônia de inauguração em Brasília, o secretário nacional Adalberto Maluf representou a pasta ambiental ao lado dos diretores da polícia e do banco de fomento. Também participou da solenidade oficial o coordenador da Unidade de Prevenção aos Crimes Ambientais do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Alexander Walsh. Fonte: PF cria laboratório especial de R$ 50 milhões para rastrear origem do ouro no Brasil Veja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.
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