A guerra no Irã gerou uma escassez global de óleo lubrificante, resultando em racionamento e aumento de quatro vezes nos preços para varejistas nos Estados Unidos, conforme reportado pelo Financial Times. A interrupção no fornecimento de petróleo e seus derivados, componentes cruciais para a fabricação de lubrificantes, impacta diretamente a oferta global, elevando os custos de produção e transporte. Historicamente, crises de oferta de petróleo, como o choque de 1973, levaram a aumentos de preços de mais de 300% e racionamento em diversos países. A escalada ou desescalada do conflito no Irã, bem como dados sobre reservas globais de petróleo e produção da OPEP, serão os próximos gatilhos a monitorar. No médio prazo, a persistência do conflito pode institucionalizar a inflação de custos e forçar empresas a reformular suas cadeias de suprimentos, com impactos duradouros em setores dependentes de energia.
O principal gatilho será qualquer notícia sobre a evolução do conflito no Irã ou decisões da OPEP+ sobre a produção, com o preço do Brent podendo testar $105-108. Uma desescalada poderia aliviar a pressão, mas a expectativa é de continuidade da volatilidade e custos elevados.
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