As 50 maiores empresas de mineração do mundo perderam US$ 264 bilhões em valor de mercado no mês de setembro, segundo o ranking da MINING.COM. O pânico inflacionário gerado pelo aumento dos preços do petróleo fez os rendimentos dos títulos subirem ao nível mais alto desde 2008, pressionando o Federal Reserve a efetuar sua primeira alta de juros em três anos. Esse cenário elevou os custos de financiamento e reduziu a atratividade dos ativos de risco, arrastando o preço do ouro e das ações ligadas ao metal para baixa acentuada. Para investidores brasileiros, o impacto se reflete na redução do IBOV e na pressão sobre a taxa Selic, que pode ser ajustada em resposta à política monetária americana. O mercado de renda fixa reagiu com alta dos rendimentos de títulos, enquanto o ouro recuou, indicando fuga de ativos de proteção contra inflação. Historicamente, essa é a segunda maior queda mensal desde o início do ranking em 2019, superada apenas pela queda de US$ 434 bilhões em março de 2023. O próximo gatilho a ser monitorado é a decisão do Fed sobre a taxa de juros em 4 de novembro de 2026, que definirá se a pressão inflacionária persiste. O desfecho dependerá da trajetória dos preços do petróleo, da evolução da inflação global e das respostas de política monetária dos principais bancos centrais.
A decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros em 4 de novembro de 2026 definirá se a política monetária permanecerá restritiva, influenciando os rendimentos dos títulos e a demanda por commodities.
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