Os juros futuros encerraram o pregão com alta firme, embora distantes das máximas intradiárias, refletindo o mau humor dos agentes financeiros. A incerteza em torno da política econômica do governo Lula 4 foi o principal catalisador para o estresse no mercado. Ruídos sobre a proposta do economista André Lara Resende, que defende uma redução brusca da taxa Selic para resolver o problema fiscal, atuaram como gatilho inicial. Além disso, especulações sobre os nomes para os Ministérios da Fazenda e do Banco Central, juntamente com a deterioração das expectativas de inflação, também pesaram sobre o sentimento dos investidores. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2028 avançou de 14,485% para 14,63%; a do DI de janeiro de 2029 subiu de 14,96% para 15,13%; e a do DI de janeiro de 2031 saltou de 15,27% para 15,43%.
O desfecho dependerá da clareza e da coerência da política econômica do governo Lula 4, especialmente em relação à gestão fiscal e às nomeações para o Ministério da Fazenda e o Banco Central. As próximas divulgações de relatórios de inflação, como o CPI dos EUA em 2026-11-10, e a evolução das expectativas de mercado serão cruciais para a formação das taxas de juros futuras. A percepção sobre a autonomia do Banco Central também será um fator decisivo.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real