A rede Bitcoin enfrentará uma das maiores reduções na dificuldade de mineração de sua história de 17 anos neste fim de semana, com recalibração automática no bloco 953.568 em 13 de junho. A queda reflete a severa compressão de margens que força mineradores a desativar hardware, diminuindo a taxa de hash total da rede e, consequentemente, a dificuldade para manter o tempo de bloco de 10 minutos. Esta dinâmica pode aliviar a pressão de venda de BTC (Bitcoin) por mineradores em dificuldades, impactando positivamente o preço spot do BTC e ETFs como IBIT e FBTC. Para o investidor brasileiro, o impacto via ETFs como HASH11 e BITH11 pode ser positivo, pois a estabilização da rede Bitcoin e a potencial redução da oferta de venda podem fortalecer o BTC em BRL. O Smart Money provavelmente vê isso como uma purgação necessária do setor, onde mineradores ineficientes são eliminados, consolidando a indústria. Ajustes significativos de dificuldade ocorreram em 2021 (-27.9%) e 2022 (-25%), frequentemente seguidos por períodos de recuperação do preço do BTC à medida que a pressão de venda diminuía e a rede se reequilibrava. O próximo ajuste de dificuldade (aproximadamente 27 de junho) e os relatórios de hash rate da rede serão cruciais para monitorar a estabilização. No médio prazo (3-6 meses), a expectativa é de uma rede mais resiliente e com custos de produção mais baixos para os mineradores remanescentes.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o Bitcoin (BTC, atualmente em US$63.968) encontre um piso após o ajuste de dificuldade, com uma potencial recuperação em direção a US$68.000-70.000. O principal gatilho a monitorar será a estabilização da taxa de hash da rede e a redução observável na pressão de venda dos mineradores. No médio prazo (3-6 meses), a consolidação do setor de mineração pode estabelecer um novo patamar de custo de produção para o BTC, com implicações bullish.
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