Deputados progressistas do Congresso dos Estados Unidos, incluindo o presidente da bancada Greg Casar, a vice‑presidente Ilhan Omar e o líder Jesús G. "Chuy" Garcia, enviaram uma carta ao presidente Donald Trump exigindo que ele reconheça a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial brasileira, realizada no último domingo. A eleição foi decisiva, com Lula obtendo uma vantagem de mais de 4 milhões de votos, enquanto Trump continuou a rotular o pleito como "fraudulento" e "corrupto". A carta também critica a parceria entre Trump e Bolsonaro no negacionismo eleitoral e pede que os Estados Unidos se juntem ao resto do mundo no reconhecimento dos resultados. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, manteve uma conversa breve com o senador Marco Rubio na margem da reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, Geórgia, e ambos concordaram em se reunir na Cúpula do G20 em dezembro, em Miami, onde Lula também deve comparecer. A carta citou a visita de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e o pronunciamento escrito do ex‑candidato, que agradeceu o apoio de Trump e, em uma versão, se autoproclamou "presidente eleito". Os deputados argumentam que esforços autoritários para negar resultados eleitorais não podem ser tolerados nas duas maiores democracias do hemisfério. O comunicado destaca que, à medida que novembro se aproxima, os legisladores estão comprometidos em usar todos os instrumentos parlamentares disponíveis para defender a integridade eleitoral e impedir a interferência e o negacionismo de Trump no exterior. O New York Times relatou a participação de Trump e de seus assessores na vinda e recepção de Flávio Bolsonaro nos EUA. A deputada Sydney Kamlager‑Dove, líder da iniciativa Brazil Caucus, postou nas redes sociais que o povo americano merece respostas sobre o apoio de Trump a um negacionista e fraudador das eleições.
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