Michael Burry Aposta Contra Tech e China em 2025, Mantendo Estée Lauder

Em maio de 2025, Michael Burry, conhecido por apostas contrárias, liquidou a maior parte de seu portfólio, vendendo grandes ações chinesas como BABA, BIDU, JD e PDD, e adquirindo opções de venda (puts) sobre elas, além de puts em NVDA. Essa estratégia sinalizava sua forte preocupação com a supervalorização dos setores de tecnologia e e-commerce chineses e uma possível correção no mercado de semicondutores. A única posição comprada de Burry era a empresa de cosméticos Estée Lauder (EL), que na época já havia caído mais de 50%, sugerindo uma tese de valor ou defensiva. Embora as ações sejam de 2025, a movimentação de um investidor de tal calibre historicamente serve como um catalisador para o Smart Money reavaliar riscos, levando a potenciais rotações de portfólio de crescimento para valor. Um paralelo histórico pode ser traçado com a bolha das pontocom em 2000, quando investidores contrários anteciparam a correção de ~78% do Nasdaq Composite até 2002. Para o investidor brasileiro, essa aversão ao risco pode indiretamente influenciar o fluxo de capital para mercados emergentes, aumentando a volatilidade do BRL e pressionando o IBOV em setores correlacionados à tecnologia global. O próximo gatilho para confirmar ou refutar essas teses seriam os resultados trimestrais das empresas de tecnologia chinesas e da Nvidia, especialmente no Q3 e Q4 de 2026, enquanto a resiliência de EL pode ser um barômetro para teses contrárias no médio prazo.

Análise

A reavaliação contínua dos setores de tecnologia e e-commerce chinês, bem como o setor de semicondutores, pode persistir até o final de 2026, com foco nos resultados do Q3 e Q4. A tese de Burry em EL pode indicar uma busca por valor em meio à volatilidade, com potencial de valorização se o consumo de luxo mostrar resiliência. As ações de Burry, embora passadas, mantêm-se relevantes como um estudo de caso para teses contrárias e alocação de risco.

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