CNI reduz projeção para o PIB e eleva estimativas de inflação e dívida pública

Em 28/10/2026, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou o Informe Conjuntural do 3º trimestre, revisando a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% para 1,6% para o ano de 2026. A revisão decorre de perspectivas menos favoráveis para a indústria de transformação e para os serviços, que são mais sensíveis à taxa de juros, ao passo que a agropecuária e a indústria extrativa mineral apresentam manutenção ou crescimento. Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, destacou que a indústria de transformação tem expectativa de crescimento reduzida de 2% para 1,3%, enquanto a indústria extrativa deve crescer 9,1%, insuficiente para compensar a fraqueza do setor de transformação. O documento prevê crescimento de 1,2% da população ocupada, queda da taxa de desemprego de 5,3% para 5% até o fim do ano e aumento da massa de rendimento real em 4,6% em relação ao ano anterior. As despesas federais devem subir 4,6% em termos reais, impulsionadas por benefícios previdenciários, gastos com pessoal e despesas discricionárias, enquanto a receita deve crescer 5,9% devido à redução de incentivos fiscais e maior arrecadação de petróleo.

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