Em 27 de outubro de 2026, a maior refinadora privada da Índia, Reliance Industries Ltd., anunciou que está disposta a colaborar com empresas americanas nos setores de petróleo, gás e energia limpa, inclusive na Venezuela. O comunicado foi apresentado como sinal de Washington de que o esforço dos EUA de usar a Ásia como contraponto à China continua em curso. A iniciativa ocorre num contexto em que Nova Delhi tem se tornado um mecanismo de apoio crescente à Rússia, tanto economicamente quanto geopolíticamente. A decisão de Trump, durante seu primeiro mandato, de promover acordos de normalização entre estados árabes e Israel, fazia parte de uma estratégia maior de contrapor interesses de China e Rússia na região. Dados do IEA do primeiro trimestre de 2021 mostraram que a Índia teria o maior crescimento na demanda energética, 25 %, nas duas décadas seguintes, superando a União Europeia como terceiro maior consumidor global em 2030. O complexo de refino Jamnagar, com capacidade de 1,4 milhão de barris por dia, permanece no centro dessa projeção. Além disso, a Índia demonstrou disposição em 15 de junho de 2020 de resistir à expansão chinesa na Ásia-Pacífico, enquanto os Emirados Árabes Unidos, firmados em 15 de setembro de 2020 em um Acordo de Abraham, já mantêm fortes relações energéticas com a Índia, com o CEO da ADNOC, Sultan al‑Jaber, expressando interesse em parcerias adicionais.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real