As preocupações com a eleição de outubro no Brasil, intensificadas pelo rebaixamento das ações brasileiras pelo J.P. Morgan, elevaram os prêmios de risco nos mercados locais. Consequentemente, ativos como o EWZ e ações de bancos como ITUB4 foram reprecificados negativamente, enquanto o USDBRL se valorizou. Para o investidor brasileiro, a volatilidade da BRL e do Ibovespa (EWZ) deve persistir, com a Selic potencialmente sob pressão para se manter alta em caso de maior aversão a risco. Historicamente, ciclos eleitorais no Brasil, como em 2018, precederam períodos de alta volatilidade e saída de capital, com o EWZ caindo ~15% nos meses anteriores à eleição. O principal gatilho a monitorar nas próximas horas são os dados de inflação ao consumidor (CPI) de julho dos EUA e os de serviços no Brasil, que serão divulgados em breve e podem alterar as expectativas de juros globais e locais. No médio prazo, até a definição eleitoral, a tendência é de cautela, com cenários alternativos dependendo da clareza política e da trajetória da inflação global.
Nas próximas 24-48 horas, o mercado aguardará os dados de CPI dos EUA e serviços do Brasil como catalisadores imediatos. Uma leitura de inflação americana acima do consenso (4.2% YoY em julho) pode fortalecer o dólar e pressionar juros globais, impactando negativamente o EWZ e o TLT. No médio prazo (2-4 semanas), o foco permanecerá na evolução do cenário eleitoral brasileiro, que ditará o apetite por risco em ativos locais, com potencial para manter o USDBRL ($5.1725) em níveis elevados.
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