O Ibovespa iniciou a semana em tom de cautela, alinhado ao cenário externo. Na segunda‑feira, 28 de setembro, o índice fechou em baixa de 0,27%, aos 183.476,86 pontos. O movimento ocorreu apesar da alta das ações de peso, como as de energia e mineração. A principal pressão veio da incerteza política decorrente do calendário eleitoral brasileiro, que eleva o risco‑premiun dos investidores. Paralelamente, o dólar à vista avançou para R$5,22, refletindo maior demanda por moeda americana frente ao real. Esse cenário sugere fluxo de capitais para fora do Brasil, reduzindo a liquidez nas ações e favorecendo ativos de proteção cambial. Historicamente, períodos de campanha presidencial intensiva têm provocado recuos semelhantes no índice, como em 2022, quando o IBOV recuou cerca de 2% em semanas de alta volatilidade. O próximo gatilho a ser monitorado é a divulgação de indicadores de confiança do consumidor e a evolução das pesquisas de intenção de voto, que podem acentuar ou aliviar a pressão sobre o mercado.
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