O ouro teve um 'rebound' inicial, impulsionado pelo progresso nas negociações entre EUA e Irã, o que tipicamente alivia as tensões geopolíticas e teoricamente reduziria a demanda por porto seguro. Contudo, a expectativa de uma postura mais restritiva do Federal Reserve (Fed) quanto aos juros futuros, elevando o custo de oportunidade de manter ativos não-remunerados como o ouro e fortalecendo o dólar, limita qualquer alta significativa. Este ambiente macroeconômico cria um viés de baixa para ETFs de ouro como GLD e IAU, enquanto o fortalecimento do dólar pode impulsionar o UUP. Para o investidor brasileiro, um dólar mais forte (via Fed) e um ouro mais fraco (via Fed e desescalada) impactam negativamente as posições em commodities e favorecem ativos indexados à Selic em um cenário de juros mais altos nos EUA. O Smart Money provavelmente está reavaliando posições de hedge em ouro e petróleo, possivelmente rotacionando para títulos de curto prazo ou ações de empresas com balanços sólidos, em antecipação a um Fed mais hawkish. Historicamente, em 2013, quando o Fed sinalizou o tapering (redução de estímulos), o ouro sofreu uma queda de aproximadamente 28% no ano, ilustrando o impacto de uma política monetária mais apertada. Os próximos dados de inflação (CPI, PCE) nos EUA em julho e as declarações do Fed na próxima reunião (final de julho) serão gatilhos cruciais a monitorar. No médio prazo, o ouro enfrentará ventos contrários persistentes, a menos que haja uma reversão inesperada na política do Fed ou uma escalada geopolítica significativa que anule o progresso atual.
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