Chris Iggo, investidor de longa data em títulos de dívida, anunciou sua aposentadoria, deixando a previsão de que o mercado de bonds está prestes a se recuperar após um período de quatro anos de dificuldades. O mecanismo econômico por trás dessa expectativa reside na potencial moderação da inflação e na eventual flexibilização das políticas monetárias pelos bancos centrais, o que resultaria em queda dos rendimentos e valorização dos títulos. Historicamente, após picos de inflação e ciclos agressivos de alta de juros, como nos anos 1980, os títulos de dívida experimentaram fortes recuperações. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação do payroll dos EUA em 2026-10-02, que pode influenciar as expectativas de juros. No médio prazo, se a inflação convergir para as metas dos bancos centrais, o cenário para bonds se torna construtivo.
Nas próximas 4-6 semanas, o mercado deve reagir aos dados macroeconômicos, especialmente o payroll dos EUA em 2026-10-02, que pode fortalecer ou enfraquecer a tese de queda de juros. Se os dados apontarem para desaceleração e inflação controlada, os yields de títulos podem cair, impulsionando TLT e LQD. No médio prazo (6-12 meses), a convicção de Iggo sugere que o pico de rendimentos pode ter sido atingido, abrindo espaço para um rally de bonds.
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