O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) será implementado em 2027, marcando uma nova fase para as relações comerciais entre o agronegócio brasileiro e o mercado europeu. A regra exige rastreabilidade completa e comprovação de que produtos como carne, soja, café e celulose não estão associados a desmatamento ocorrido após 2020, elevando custos de compliance e gestão de cadeia de suprimentos para exportadores. O real (USDBRL) pode sofrer volatilidade se a adaptação for lenta, impactando a balança comercial e o IBOV através da exposição ao setor de commodities. Um paralelo histórico relevante é o 'Clean Air Act' nos EUA em 1970, que impôs custos iniciais à indústria, mas impulsionou inovação e competitividade de longo prazo para empresas que se adaptaram. Acompanhar as divulgações de relatórios de ESG e os investimentos em plataformas de rastreabilidade das grandes empresas do agronegócio brasileiro nos próximos 12-18 meses será crucial. No médio prazo (2027-2029), empresas que se adaptarem rapidamente verão vantagem competitiva e acesso preferencial ao mercado europeu, enquanto as não-conformes enfrentarão restrições e potenciais perdas de market share.
Nos próximos 12-18 meses, espera-se que as grandes empresas do agronegócio divulguem planos de investimento em rastreabilidade e ESG mais detalhados para atender ao EUDR 2027. O gatilho de aceleração será a publicação de diretrizes mais claras por parte da UE e o início dos testes de compliance. Se a adaptação for lenta, o setor pode enfrentar volatilidade e perdas de market share na UE a partir de 2027.
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