Um excesso de oferta de Bitcoin estimado em US$ 4.4 bilhões foi identificado no mercado, indicando um desequilíbrio significativo entre a oferta disponível e a demanda atual. Este excedente é atribuído primariamente à diminuição da demanda por parte de investidores institucionais, resultando em menor absorção de liquidez e pressão de venda sobre o ativo. A fraqueza na demanda institucional impacta diretamente o preço do BTC, com efeitos em ETFs como IBIT e FBTC, e mineradoras como MARA e RIOT, que dependem de um preço de Bitcoin robusto. Para o investidor brasileiro, a desvalorização do BTC pode levar à rotação de capital de ETFs de cripto como HASH11, buscando refúgio em ativos de menor risco. Paralelos podem ser traçados com o bear market de 2022, quando a demanda institucional diminuiu após a crise da FTX, resultando em quedas do BTC de mais de 60% em um ano. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação de dados de fluxo de capital nos ETFs de Bitcoin na próxima semana, que confirmará a persistência ou reversão da demanda institucional. No médio prazo, a sustentação do preço do BTC dependerá de uma retomada da demanda institucional ou de um novo catalisador macroeconômico, com um cenário de lateralização ou leve queda se o overhang persistir.
Nas próximas 4-6 semanas, o Bitcoin ($59,192 hoje) deve continuar sob pressão vendedora, com uma alta probabilidade de testar o suporte de $55k. A persistência da demanda institucional fraca, evidenciada pelos fluxos de ETFs, é o gatilho principal. No médio prazo, uma recuperação acima de $60k exigirá um novo catalisador ou um claro aumento nos fluxos institucionais.
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