O ouro encerrou o pregão desta segunda-feira (10) em alta, com o mercado reavaliando a trajetória dos juros nos Estados Unidos após a divulgação de dados de emprego mais fracos que o esperado. A expectativa de um cenário de juros mais baixos ou estabilizados aumenta a atratividade do ouro, um ativo que não rende juros, reduzindo o custo de oportunidade de mantê-lo. Este movimento favorece diretamente ETFs como GLD e IAU, e indiretamente impulsiona mineradoras de ouro como NEM e GOLD. No Brasil, a percepção de juros americanos mais baixos tende a aliviar a pressão sobre o USDBRL, potencialmente fortalecendo o real e beneficiando ativos de risco locais, apesar de o IBOV ter fechado em queda de -3.22%. Historicamente, em ciclos de flexibilização monetária como o de 2008-2009, o ouro teve valorização de mais de 20% nos 12 meses seguintes ao primeiro corte de juros. O próximo gatilho crítico são os dados de inflação (CPI) esperados para o final da semana, que podem confirmar ou reverter as expectativas de juros. No médio prazo (3-6 meses), se a inflação mostrar sinais de desaceleração e o Fed sinalizar cortes, o ouro pode manter uma tendência de alta, enquanto um repique inflacionário pode pressionar o metal.
Nas próximas 2-4 semanas, o ouro (hoje $4437.00) deve manter a tendência de alta se os dados de inflação desta semana confirmarem a desaceleração, visando a zona de $4550. O principal gatilho de aceleração será qualquer sinal de corte de juros por parte do Fed, o que pode levar o ouro a novos patamares, potencialmente acima de $4600.
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