O analista Mike Akins, da ETF Action, recomenda que investidores direcionem capital para segmentos de mercado que ficaram para trás em relação às ações de inteligência artificial (IA), visando retornos consideráveis nos próximos seis meses. Isso implica uma reavaliação dos múltiplos de crescimento das empresas de IA, como NVDA e MSFT, que podem sofrer com a redução do ímpeto de compra. Para o investidor brasileiro, essa rotação pode beneficiar ativos de small caps e mercados emergentes, como o EWZ e o SMAL11, que tendem a ter um desempenho cíclico. Historicamente, após o boom das pontocom em 2000-2002, houve uma rotação para setores tradicionais e de valor, com o índice S&P 500 Value superando o S&P 500 Growth em mais de 10% anualmente por vários anos. O principal gatilho a monitorar é a desaceleração do crescimento de receita ou a compressão de margens nas empresas de IA, ou uma performance mais forte em dados macroeconômicos que favoreçam setores cíclicos. No horizonte de médio prazo (6-12 meses), a expectativa é de uma maior amplitude no rali do mercado, com participação mais equilibrada entre setores, em vez da concentração atual em poucas empresas de tecnologia.
Nos próximos 3-6 meses, espera-se uma ampliação do rali de mercado, com underperformers como IWM e SMAL11 apresentando retornos de 8-15%. O gatilho para essa aceleração será a estabilização da inflação e sinais claros de cortes de juros pelos bancos centrais, além de um crescimento de lucro mais robusto em setores tradicionais. Se a dominância da IA persistir, o upside para esses trades pode ser limitado, mas o potencial de assimetria de risco-retorno favorece a rotação.
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