O dólar à vista registrou queda de 0,50% no Brasil, encerrando o dia a R$ 5,0481. Esse recuo foi atribuído ao otimismo dos investidores em relação a uma possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Tal desempenho se deu em contraste com o cenário global, onde o DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de moedas, operava em alta de 0,16%, atingindo 101.995 pontos por volta das 17h (horário de Brasília). O mercado de câmbio brasileiro acompanhou de perto a disputa eleitoral, especialmente após o debate televisionado pela Band. Pesquisas recentes indicaram um estreitamento na vantagem de Flávio Bolsonaro, que, na Atlas/Bloomberg, tem 49,8% das intenções de voto contra 47,6% de Lula. Outros levantamentos, como BTG Pactual/Nexus e Futura Inteligência, também mostraram Flávio à frente, enquanto a PoderData/Aya indicou 52% para o senador ante 48% para Lula. No exterior, o rendimento dos títulos soberanos dos Estados Unidos (Treasuries) continuou sob pressão, o que contribuiu para a força do dólar em nível global. No Oriente Médio, apesar de ataques dos houthies do Iêmen à infraestrutura energética da Arábia Saudita, o preço do petróleo recuou. O contrato mais líquido do Brent para dezembro fechou em baixa de 0,28%, cotado a US$ 109,55 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, devido ao alívio das sanções dos Estados Unidos à Rússia. Emerson Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos, explicou que a variação cambial local reflete uma acomodação após os desdobramentos políticos, com a curva de juros reagindo com cautela fiscal, impulsionando as taxas longas.
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