Os contratos futuros de petróleo Brent com entrega para novembro dispararam 4,43% nesta quinta-feira (24), atingindo US$ 107,65 por barril na ICE, com o WTI também registrando alta. A valorização acentuada da commodity energética alimenta as pressões inflacionárias globais, elevando os custos de produção e logística para diversas indústrias. Este movimento teve um impacto direto nos mercados de dívida, impulsionando os rendimentos dos Treasuries de longo prazo, que já se encontravam em patamares elevados. No Brasil, a alta do Brent tende a pressionar o câmbio e a inflação doméstica, podendo influenciar as decisões de política monetária do Banco Central. Historicamente, choques de oferta de petróleo, como a crise de 1973, resultaram em inflação elevada e aumento acentuado nas taxas de juros. A próxima divulgação do payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026 será um gatilho crucial para avaliar a resiliência econômica e a direção dos rendimentos dos Treasuries. No médio prazo, a sustentação do Brent acima de US$ 100/barril pode redefinir as expectativas de inflação e juros, exigindo uma reavaliação estratégica de portfólios.
Nas próximas 2-4 semanas, o Brent deve sustentar a pressão sobre os Treasuries, mantendo os rendimentos de 10 anos próximos de 5.2-5.3%. O próximo gatilho crucial será a divulgação do payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026, que pode reforçar ou mitigar as preocupações inflacionárias.
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