O governo dos EUA converteu subsídios do US Chips Act em 9,9% de participação na Intel e detém uma 'golden share' na US Steel, além de US$400 milhões na MP Materials e participações em cerca de 30 empresas, totalizando US$26,7 bilhões. Em 2025, Nvidia e AMD cederam 15% de suas receitas de vendas de chips na China em troca de licenças de exportação, evidenciando uma política industrial ativa de 'picking winners'. Este movimento representa uma mudança fundamental na abordagem econômica americana, priorizando a segurança nacional e a resiliência da cadeia de suprimentos sobre os princípios de livre mercado. Para o investidor brasileiro, o cenário implica maior volatilidade e a necessidade de reavaliar empresas exportadoras e importadoras de tecnologia, dada a instabilidade nas cadeias globais. Historicamente, após o lançamento do Sputnik em 1957, os EUA investiram maciçamente em tecnologia via DARPA, impulsionando inovações como a internet e o GPS. Nos próximos 3-6 meses, a intensificação dessa política industrial deve continuar, com mais capital direcionado a setores estratégicos e o monitoramento das retaliações chinesas como o principal gatilho.
Nos próximos 3-6 meses, o cenário de política industrial dos EUA deve intensificar, com mais capital direcionado a setores estratégicos. Empresas como NVDA e AMD enfrentarão pressão contínua em suas margens na China, enquanto INTC, MP e X se beneficiarão do suporte estatal. Os principais gatilhos serão novas sanções ou retaliações da China, bem como a implementação de futuras fases do Chips Act, que podem consolidar ou inverter as tendências atuais.
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