O Santander realizou ajustes significativos em sua carteira recomendada de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) para julho, mantendo o número de ativos, mas alterando seus pesos. O banco reduziu a alocação em Tellus Properties (TEPP11) em 5% e em Vinci Logística (VILG11) em 3%, enquanto aumentou a exposição a BTG Pactual Hedge (BTHF11) e Kinea Rendimentos (KNCR11). Este rebalanceamento indica uma estratégia de rotação de FIIs de tijolo, mais sensíveis a ciclos econômicos e vacância, para FIIs de recebíveis, que oferecem rendimentos atrelados a índices de juros e inflação. A movimentação visa otimizar a carteira em um cenário macroeconômico de juros ainda elevados e incertezas sobre a recuperação do setor imobiliário. Para o investidor brasileiro, a recomendação sugere uma busca por maior estabilidade e proteção contra a inflação, favorecendo a renda fixa imobiliária. Um paralelo histórico pode ser traçado com o ciclo de alta da Selic em 2022, quando houve uma migração similar de capital para FIIs de papel em busca de rendimentos mais atrativos. O próximo gatilho a monitorar é a decisão do Copom e os dados de inflação, que podem consolidar ou alterar essa tendência. No médio prazo, a performance dos FIIs dependerá da trajetória da Selic e da estabilidade econômica.
Nas próximas 4-8 semanas, a preferência por FIIs de recebíveis deve se manter, com KNCR11 e BTHF11 potencialmente entregando rendimentos mais estáveis e resiliência. TEPP11 e VILG11, por outro lado, podem continuar sob pressão de desvalorização e vacância. O principal gatilho a monitorar será a próxima decisão do Copom sobre a taxa Selic, que consolidará ou reverterá a tese.
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