Futuros de soja registraram um aumento significativo, superando US$12.8 por bushel e atingindo a máxima em quase três anos. Este avanço é resultado direto da mais recente política de biocombustíveis da administração Trump nos Estados Unidos. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) concedeu 1.76 bilhão de créditos de combustível renovável através de isenções para pequenas refinarias, um volume quase duas vezes maior que sua projeção inicial para o ano de conformidade de 2025. Esse incremento substancial nos créditos reforça a demanda por óleos vegetais, como o óleo de soja, para a produção de biodiesel. O investidor brasileiro, através de empresas como SLCE3 e AGRO3, pode ver um benefício indireto com a sustentação de preços globais para a commodity, enquanto a Raízen (RAIZ4) pode se beneficiar de um cenário mais favorável para biocombustíveis em geral. Historicamente, políticas de incentivo a biocombustíveis nos EUA, como o Renewable Fuel Standard (RFS) no início dos anos 2010, levaram a picos nos preços do milho e da soja. O próximo ponto a monitorar será a revisão e os ajustes futuros da EPA para as metas de combustível renovável para os anos subsequentes. No médio prazo, a persistência de políticas que favoreçam a produção de biocombustíveis tende a manter os preços da soja em patamares elevados, impactando tanto o setor agrícola quanto a inflação de alimentos global.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que os futuros de soja se mantenham acima de US$12.8 por bushel, com potencial para testar US$13.2, impulsionados pela demanda de biocombustíveis. O principal gatilho para uma nova alta seria a confirmação de novas isenções ou a manutenção de metas elevadas pela EPA. No médio prazo, até o final de 2026, a volatilidade pode aumentar com as projeções de safra e possíveis ajustes regulatórios pós-eleitorais nos EUA.
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