O dólar à vista exibiu hoje volatilidade mais elevada, chegando a avançar com algum ímpeto em boa parte do pregão, mas revertendo o movimento na parte da tarde e encerrando o pregão em leve queda. A desvalorização global do dólar se deu principalmente após a decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros inalterados e, mais uma vez, não deu uma perspectiva sobre os próximos passos de política monetária. Apesar da queda, o dólar flertou com valorização boa parte do dia. Operadores de câmbio disseram que os agentes financeiros podem estar mais cautelosos e sensíveis a qualquer gatilho que precifique risco, por isso a oscilação e tendência de alta. Houve relatos sobre preocupação com a reforma tributária ao longo do dia e também com um possível novo atrito entre Brasil e Estados Unidos, após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição presidencial. Encerradas as negociações, o dólar à vista fechou em queda de 0,19%, a R$ 5,3401, depois de ter tocado a mínima de R$ 5,3112 e batido na máxima de R$ 5,3987. O real chegou a exibir um dos melhores desempenhos do dia, depois um dos piores, e terminou no meio do ranking das 33 moedas mais líquidas acompanhadas pelo Valor. O euro comercial teve alta de 0,05%, a R$ 5,9606. Perto do fim do pregão, no exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,19%, aos 102,130 pontos.
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