Fed Monitora Agregados Monetários, Mas Não Guiará Política, Diz Pantheon

O Federal Reserve (Fed) reintegrou a vigilância dos agregados monetários em seu "dashboard", após um período de décadas de menor atenção a essas métricas. A inclusão dos dados de oferta monetária reflete o debate sobre seu papel na inflação pós-pandemia, mas a Pantheon Macroeconomics avalia que o Fed não usará essas métricas para guiar diretamente a política monetária, mantendo o foco em inflação e emprego. Para o investidor brasileiro, o impacto é indireto, reforçando que a trajetória da Selic e do IBOV dependerá mais da inflação local e do ciclo de juros global ditado pelo Fed, sem um novo vetor de análise baseado em M2. Historicamente, o Fed abandonou a meta de agregados monetários na década de 1980, após a volatilidade da inflação, focando no Fed Funds Rate; a reintrodução é uma resposta a desafios recentes, mas sem retorno ao monetarismo estrito. O próximo gatilho a monitorar será o relatório de payroll dos EUA em 2026-10-02, que fornecerá mais clareza sobre o mercado de trabalho, um fator-chave para a política monetária do Fed. No médio prazo, se a inflação persistir, o Fed pode ser forçado a reconsiderar a relevância dos agregados monetários, mas o cenário base é de manutenção da abordagem atual, com juros dependendo da desinflação e do desemprego.

Análise

Nas próximas 4-6 semanas, a política do Fed continuará ancorada em dados de inflação e emprego. Se o payroll vier mais fraco que o esperado, pode reforçar a tese de corte de juros.

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