O ouro manteve sua valorização após registrar o maior ganho semanal desde janeiro, impulsionado por uma inesperada contração no mercado de trabalho dos EUA. Este dado macroeconômico fraco aliviou as preocupações dos traders sobre futuros aumentos nas taxas de juros, tornando ativos que não pagam rendimentos, como o ouro, mais atrativos. A menor probabilidade de alta de juros beneficia o GLD e o IAU, pois reduz o custo de oportunidade de se manter ouro. Para o investidor brasileiro, a manutenção de juros mais baixos nos EUA pode aliviar a pressão sobre o USDBRL e o IBOV, favorecendo ativos de risco locais. Em 2019, um período de flexibilização monetária do Fed, o ouro registrou uma alta de aproximadamente 18% à medida que as expectativas de juros caíam. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação do CPI dos EUA e a próxima reunião do FOMC, buscando sinais adicionais sobre a trajetória da política monetária. No médio prazo, um cenário de desaceleração econômica e juros estáveis ou em queda nos EUA tende a sustentar a demanda por ouro, com potencial de testar novos patamares de preço.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o ouro mantenha seu patamar atual, com potencial de alta se novos dados macroeconômicos continuarem a sinalizar desaceleração e ausência de pressões inflacionárias. O próximo gatilho será a reunião do FOMC, onde qualquer menção a um pivô mais dovish pode impulsionar o metal. O mercado monitorará de perto o tom do Fed sobre as condições de trabalho e inflação, com a possibilidade de o ouro testar $4500 se o DXY continuar enfraquecendo.
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