Precisamos, no mínimo, considerar a possibilidade de que o novo primeiro-ministro do Reino Unido não seja uma figura diabólica. Imagine, então, o seguinte cenário: Andy Burnham adota uma retórica de esquerda, mas age como um político de centro ou centro-direita. Todos os seus ataques ao “neoliberalismo” e a Londres lhe dão cobertura política para promover pequenos cortes nos gastos sociais. Os parlamentares trabalhistas, que dificilmente derrubariam mais um líder, colaboram. Suas diversas cruzad
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