O presidente do Cazaquistão, Tokayev, anunciou que a construção de uma usina nuclear com a Rosatom, empresa estatal russa de energia nuclear, começará no próximo ano. O projeto é visto como uma garantia para a soberania energética do país e um alicerce para sua economia digital intensiva em energia. Tal movimento significa uma redução da dependência de combustíveis fósseis, como gás natural e carvão, para a geração de eletricidade no médio e longo prazo. Para os mercados, isso fortalece o setor de energia nuclear global, potencialmente aumentando a demanda por urânio e beneficiando empresas de mineração. O impacto direto no Brasil é limitado, mas pode influenciar o mercado de commodities energéticas globalmente. Um paralelo histórico pode ser a construção da usina nuclear de Barakah nos Emirados Árabes Unidos (2012-2020), que diversificou a matriz energética e estabilizou custos. O gatilho a ser observado é o início formal das obras no próximo ano, com o horizonte de médio prazo apontando para a transformação da matriz energética do Cazaquistão.
O início da construção no próximo ano será o principal catalisador para o setor nuclear. No curto prazo (1-3 meses), espera-se um aumento do interesse em empresas de urânio. No médio prazo (6-12 meses), a confirmação do progresso do projeto pode levar a novas valorizações, com UEC e NXE testando novas máximas se os preços do urânio continuarem a subir.
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