Alimentos, indústrias extrativas e refino respondem por 98,1% da inflação do setor industrial

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que, em setembro, alimentos, indústrias extrativas e o segmento de refino de petróleo e biocombustíveis responderam por quase a totalidade (98,1%) da alta da inflação do setor industrial, medida pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP). Na média, o IPP subiu 1,54% no mês. Os preços de alimentos aumentaram 2,40%, contribuindo com 0,58 ponto percentual para a taxa do IPP, equivalente a 37,7% do total. As indústrias extrativas registraram aumento de 11,04%, com impacto de 0,47 ponto percentual, representando 30,5% do total do IPP. Os preços de refino de petróleo e biocombustíveis avançaram 4,88%, respondendo por 0,46 ponto percentual da taxa do IPP, ou 29,9% do total. Nos alimentos, os produtos de maior influência foram derivados da cana‑de‑açúcar e da soja, com 1,66 ponto percentual da variação de 2,40%. O IBGE apontou que o aumento desses preços esteve, em geral, ligado a menor disponibilidade e a dúvidas sobre o alcance do El Niño. Nas indústrias extrativas, os óleos brutos de petróleo foram o principal motor, refletindo oscilações do mercado internacional e complicações nos conflitos no Oriente Médio. No refino, quatro produtos, incluindo gasolina (excluindo aviação), foram responsáveis por 4,49 pontos percentuais da taxa de 4,88%, enquanto os demais seis produtos tiveram influência líquida positiva de 0,39 ponto percentual.

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