O governo central do Brasil reportou um déficit primário de R$ 13,585 bilhões em agosto de 2026, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Este valor representa uma melhora em relação ao déficit de R$ 15,540 bilhões registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit atingiu R$ 68,7 bilhões, correspondendo a 0,53% do Produto Interno Bruto (PIB), abrangendo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, sem incluir despesas com a dívida pública. Um déficit primário indica que o governo gasta mais do que arrecada antes de pagar os juros da dívida, aumentando a necessidade de financiamento e a dívida pública total. Para o investidor brasileiro, a persistência de déficits fiscais pode manter a taxa Selic em patamar elevado por mais tempo, afetando negativamente empresas endividadas e o consumo. Em 2014-2015, o agravamento do déficit fiscal brasileiro levou o país a perder o grau de investimento, resultando em forte desvalorização do BRL (atingindo R$4,20 em 2015) e aumento da taxa Selic para 14,25% ao ano. O próximo dado fiscal a monitorar será o relatório de despesas e receitas de setembro, além do acompanhamento das discussões sobre o arcabouço fiscal. No médio prazo, a capacidade do governo de reverter o déficit acumulado de R$ 68,7 bilhões será crucial para a estabilidade macroeconômica e a atração de investimentos.
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