O Tesouro Nacional brasileiro cancelou o leilão de NTN-B agendado para terça-feira, resultando em quedas firmes nas taxas de DI e quebrando uma sequência de quatro dias de alta. A retirada da oferta de títulos indexados à inflação sinaliza ao mercado a intenção do Tesouro de não aceitar taxas consideradas elevadas, buscando aliviar a pressão na curva de juros e gerenciar expectativas. Taxas de juros menores beneficiam ações de empresas com dívida alta ou que dependem de crédito para crescimento, como varejistas MGLU3 e LREN3, e construtoras CYRE3, além de impulsionar FIIs de tijolo como HGLG11. A queda dos DIs implica menor custo de capital no Brasil, podendo valorizar o IBOV (BOVA11) e reduzir o prêmio de risco. O Smart Money pode interpretar a ação como um movimento de gestão ativa da dívida e busca por um custo de captação mais baixo, potencialmente iniciando uma rotação de renda fixa para variável. Em 2020, o Banco Central do Brasil interveio no mercado de juros futuros para conter a volatilidade, resultando em uma queda de 50-70 bps nas taxas de DI de curto prazo em uma semana. Os próximos leilões de títulos públicos e as divulgações do IPCA devem ser monitorados nas próximas 2-4 semanas para avaliar a sustentabilidade dessa tendência de queda das taxas. No médio prazo, a manutenção de taxas de DI mais baixas dependerá da estabilidade fiscal e da trajetória da inflação, com cenários de menor prêmio de risco para ativos domésticos.
Nas próximas 1-2 semanas, espera-se que as taxas de DI consolidem a queda, com uma valorização inicial de 1-3% em ativos sensíveis a juros como MGLU3 e HGLG11. O principal gatilho para a continuidade dessa tendência será o comportamento do IPCA de julho e a demanda nos próximos leilões de títulos públicos, que podem ditar o tom para os próximos 1-2 meses. Se a percepção de controle fiscal se mantiver, o BOVA11 tem potencial para testar novos patamares de resistência.
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