A BlackRock, por meio de Evy Hambro, chefe de ações fundamentais temáticas e setoriais, afirma que a tendência de alta nos preços do cobre deve persistir, destacando um mercado 'muito apertado'. A demanda estrutural por cobre é impulsionada pela transição energética global, incluindo veículos elétricos e infraestrutura de energia renovável, enquanto a oferta enfrenta desafios para acompanhar. Consequentemente, ativos de empresas mineradoras de cobre como FCX, SCCO e VALE3 podem se beneficiar, assim como ETFs setoriais como CPER. Para o investidor brasileiro, a Vale (VALE3), com suas operações de cobre, seria um dos principais veículos para capturar essa valorização, embora sua exposição seja diversificada. Historicamente, ciclos de alta de commodities, como o observado no início dos anos 2000 impulsionado pela China, demonstraram que mercados apertados podem sustentar altas prolongadas. O próximo gatilho a monitorar são os dados de produção de cobre e os indicadores de demanda de setores como o automotivo elétrico e de infraestrutura. No médio prazo, o cenário aponta para uma valorização contínua do cobre, com correções pontuais devido a flutuações macroeconômicas ou avanços tecnológicos na mineração.
Nas próximas 6-9 semanas, espera-se que o cobre mantenha sua trajetória de alta, impulsionado pela demanda da transição energética e pela oferta restrita. O principal gatilho para aceleração seria um aumento nos gastos com infraestrutura verde globalmente ou novas notícias de atrasos em grandes projetos de mineração. Se o preço do cobre romper a resistência de US$ 4,60/libra, o caminho para US$ 5,00/libra se abrirá, com impacto direto nas ações das mineradoras.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real