Uma espaçonave japonesa foi lançada na terça-feira em uma missão de cinco anos para explorar as luas de Marte, Fobos e Deimos, com o objetivo de coletar e retornar amostras de solo. A Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa) lidera o projeto, que tem um custo total de US$ 578 milhões e conta com a colaboração de cinco agências espaciais de todo o mundo. A missão MMX, sigla para "Exploração das Luas de Marte", tentará pousar um módulo de exploração robótico e um veículo (rover) em Fobos, a maior lua marciana. A espaçonave de 5 toneladas deve chegar a Marte no fim do próximo verão do hemisfério norte e liberará um rover franco-alemão chamado Idefix, que explorará Fobos por 100 dias a uma velocidade de 1 milímetro por segundo devido à baixa gravidade. Posteriormente, um módulo de pouso coletará pelo menos 10 gramas de material da superfície de Fobos no final de 2028 ou em 2029, permanecendo por apenas duas horas. A sonda também estudará Deimos durante uma série de sobrevoos antes de retornar à Terra em 2030, com as amostras previstas para chegar em 2031 no deserto australiano. A Nasa contribui com US$ 87 milhões; a Agência Espacial Francesa, com cerca de US$ 68 milhões; a Agência Espacial Alemã, com cerca de US$ 56 milhões; e a Agência Espacial Europeia, com cerca de US$ 17 milhões, enquanto o Japão está investindo US$ 350 milhões nesta missão. O astrofísico da Nasa Tom Statler expressou "muita adrenalina, muita empolgação e um sentimento de grande deslumbramento" sobre a missão, que é uma empreitada arriscada. A China também planeja lançar uma missão de retorno de amostras de Marte em 2028, com meta de retorno em 2031.
A validação do sucesso da missão MMX dependerá de marcos críticos, como a chegada da espaçonave a Marte no fim do próximo verão do hemisfério norte. Posteriormente, o desempenho do rover franco-alemão Idefix em Fobos ao longo de 100 dias será crucial, seguido pela coleta de amostras no final de 2028 ou em 2029. O desfecho final da missão, com a chegada das amostras à Terra, está previsto para 2031, e a análise desses materiais definirá o impacto científico.
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