A Ibirá Participações desistiu da proposta de adquirir a totalidade da TC Assessor de Investimentos, após não conseguir concluir satisfatoriamente a diligência nos números da plataforma. Além da opacidade nos dados, a Ibirá descobriu que a TC AI estava abordando sua base de clientes, que seria vendida, para um novo canal. Essa conduta, comparável a um vendedor de carros que desvia clientes enquanto negocia a venda da loja, minou a confiança e o valor da transação. Embora a TC AI seja uma empresa privada, o incidente eleva o escrutínio sobre a governança e as práticas éticas no setor de fintechs e empresas de tecnologia com foco em M&A. Para o investidor brasileiro, isso reforça a importância de uma diligência aprofundada em investimentos em startups e pode levar a uma maior cautela em futuras transações de fusões e aquisições locais. Casos históricos como a aquisição da Autonomy pela HP em 2011, que resultou em um write-down bilionário por irregularidades contábeis, demonstram os riscos de falhas na due diligence. O mercado monitorará como outras empresas do setor reforçam suas práticas de governança e transparência em negociações, podendo levar a uma desaceleração ou maior complexidade nas fusões e aquisições do setor de tecnologia no médio prazo.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado de M&A para fintechs e empresas de tecnologia deve operar com maior cautela, com compradores intensificando a due diligence e exigindo mais garantias. O incidente pode servir de gatilho para revisões de processos de aquisição, com foco em auditorias de dados e conduta ética. No médio prazo, isso pode segmentar o mercado, valorizando empresas com governança exemplar e penalizando aquelas com reputação questionável.
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