O Ibovespa (IBOV) abriu o primeiro pregão de novembro em queda de 1,46%, atingindo 165.465,20 pontos por volta das 10h10 (horário de Brasília), marcando o sexto dia consecutivo de perdas. Investidores reagiram ao Boletim Focus e às incertezas relacionadas à política econômica para o que a fonte chamou de 'Lula 4'. No mesmo dia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou sua reunião. O cenário externo adicionou cautela com a escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã após um ataque militar norte-americano. O dólar à vista operava em alta a R$ 5,4836 (+0,73%) contra o real, divergindo do desempenho global da moeda, visto que o DXY caía 0,09% para 101,8340 pontos. O Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central em 3 de novembro, mostrou uma piora nas expectativas de mercado para inflação, juros e câmbio. A projeção mediana para o IPCA em 2026 subiu de 5,19% para 5,22%, e o câmbio para o final de 2026 foi revisado de R$ 5,05 para R$ 5,34. A estimativa de crescimento do PIB para 2026 caiu de 1,80% para 1,76%, na terceira semana consecutiva de baixa. Uma proposta do economista André Lara Resende para um novo regime fiscal e monetário, que inclui redução gradual da taxa de juros e uso de reservas internacionais, gerou preocupação no mercado. O presidente do PT nacional, Edinho Silva, criticou as 'especulações' e afirmou que apenas o ministro da Fazenda, Dario Durigan, pode falar pela área econômica. As eleições de meio de mandato nos EUA também ocorreram em um contexto de baixa popularidade do presidente Donald Trump.
A decisão do Copom sobre a taxa de juros, que se encerra em 3 de novembro, definirá a política monetária de curto prazo e seu impacto nas projeções de mercado. O desfecho das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos influenciará a composição do Congresso e a governabilidade do presidente Donald Trump, afetando a política econômica e o sentimento global.
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