IGP-M desacelera em outubro, puxado por preços ao produtor

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou um aumento de 0,58% na primeira prévia de outubro, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) nesta sexta-feira (9). Este valor representa uma desaceleração em relação à primeira prévia de setembro, que havia marcado alta de 0,93%. O principal vetor dessa mudança foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que possui peso de 60% no cálculo do IGP-M e subiu 0,67% em outubro, contrastando com a alta de 1,26% observada no mês anterior. Essa desaceleração nos preços de atacado indica uma menor pressão de custos para as empresas, podendo se traduzir em um alívio para a inflação ao consumidor final. Em ciclos de desinflação anteriores, como entre 2017 e 2019, a desaceleração de índices de atacado como o IPA precedeu cortes na taxa Selic, impulsionando ações de consumo e imobiliárias. O próximo evento a monitorar é a divulgação das prévias subsequentes do IGP-M e do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O desfecho da tendência inflacionária dependerá da continuidade da desaceleração do IGP-M e de como essa dinâmica se traduzirá nas expectativas do Banco Central para a política monetária.

Análise

A continuidade da desaceleração do IGP-M e do IPA será crucial, com as próximas prévias do índice e a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro sendo os dados mais relevantes. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, agendada para 4 de novembro de 2026, será determinante para a política de juros.

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