A dívida pública brasileira atingiu R$ 10,9 trilhões, representando 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior nível desde 2021. Este endividamento tem raízes históricas, remontando à independência do Brasil em 1825, quando o país se endividou para pagar uma indenização a Portugal. A principal preocupação atual reside no alto custo dessa dívida; em 2025, o setor público gastou um recorde de R$ 1 trilhão apenas com juros, valor que supera os orçamentos somados de programas como Bolsa Família, Saúde e Educação. Segundo cálculos da Moody's, os juros consomem cerca de 20% da receita do governo brasileiro, significativamente acima da média de 14% para países com nota de risco similar. Esse custo elevado do dinheiro afeta diretamente a capacidade do governo de investir em áreas prioritárias e também se estende à economia como um todo. Empresas como Raízen, Casas Bahia e Braskem foram mencionadas como tendo sido impulsionadas a processos de recuperação, judicial ou extrajudicial, devido aos juros altos. No âmbito familiar, o custo elevado do crédito é evidente na inadimplência de cerca de 30% das renegociações parceladas do programa Novo Desenrola, mesmo com descontos e juros considerados camaradas. Este cenário reflete um problema estrutural e de longa data, onde o dinheiro é caro para todos os agentes econômicos, desde o Tesouro Nacional até o consumidor final.
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