Os ETFs de Bitcoin spot nos EUA registraram o primeiro influxo líquido semanal em mais de dois meses, atraindo US$ 197 milhões distribuídos entre 13 produtos. Este evento encerrou uma série de oito semanas de resgates líquidos, que retiraram mais de US$ 8 bilhões do setor de ETFs de Bitcoin. Em resposta a esta nova demanda, o preço do Bitcoin (BTC) apreciou 3% na semana, ultrapassando a marca de US$ 64.000, um movimento que superou o volume de influxo direto. Para o investidor brasileiro, o impacto se traduz em um fortalecimento do sentimento de risco global, potencialmente influenciando indiretamente o apetite por ativos voláteis. Um paralelo histórico pode ser traçado com o início de 2024, quando o lançamento dos ETFs gerou bilhões em influxos e impulsionou o BTC para novas máximas históricas. O próximo gatilho a monitorar são os dados semanais de fluxo dos ETFs e as decisões de política monetária global. No horizonte de médio prazo, a sustentabilidade desses influxos e a resiliência do BTC acima de US$ 64.000 serão cruciais para a formação de um novo ciclo de alta.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o Bitcoin teste a resistência de US$ 65.000-66.000, impulsionado pela continuidade dos fluxos de ETF e pelo sentimento de mercado renovado. O principal gatilho para uma aceleração ou reversão será a divulgação dos próximos dados de fluxo semanal dos ETFs e qualquer notícia macroeconômica relevante que afete o apetite por risco. Se o BTC se consolidar acima de US$ 64.000, é provável que vejamos um aumento gradual no interesse de investidores de varejo.
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