A reportagem do InfoMoney, publicada em 01/11/2026, descreve como a expectativa de vida e o estigma da morte influenciam preços de imóveis em Paris e Hong Kong. Em Paris, o viager permite que o vendedor venda a propriedade, mantendo‑se a moradia, enquanto o comprador paga uma renda vitalícia; descontos de até 80% em relação ao valor de mercado são comuns. Em Hong Kong, imóveis onde ocorreram homicídios ou suicídios podem ser negociados por até metade do valor de imóveis semelhantes, com aluguéis cerca de 20% abaixo da média. Uma pesquisa de Zheng Chang e Jing Li, publicada em 2018, estimou desvalorização média de 25% nas unidades diretamente associadas a mortes não naturais, e reduções de 4,5% no mesmo andar e 2,6% em outros andares do mesmo edifício. O artigo destaca que o maior impacto se deve ao estigma associado à propriedade, não ao risco de criminalidade.
A definição do desfecho dependerá de novos dados sobre a demanda por contratos viager na França e de pesquisas de percepção de risco em Hong Kong, previstas para serem divulgadas em relatórios trimestrais de associações imobiliárias em fevereiro de 2027.
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