O Bank of America projeta que o mercado total endereçável (TAM) de tecnologia atingirá US$1.96 trilhão até 2030, com a memória (RAM) respondendo por uma fatia substancial de US$900 bilhões, crucial para a inteligência artificial. A demanda por RAM é vista como estrutural, não cíclica, impulsionada não apenas por data centers e CPUs, mas também por robótica, crescimento populacional e uma gama crescente de dispositivos. Consequentemente, empresas de semicondutores como MU e TSM, além de fabricantes de hardware de IA como SMCI e NVDA, devem se beneficiar significativamente. Investidores brasileiros podem acessar o tema via BDRs de tech ou ETFs setoriais, embora o dólar estável a levemente fraco (USDBRL em R$5.06) possa neutralizar parte dos retornos em BRL. O 'Smart Money' já demonstra acumulação em fabricantes de memória e infraestrutura de IA, desconsiderando o ceticismo sobre um pico cíclico em 2026. Historicamente, a era da internet móvel (2007-2015) viu o ETF SMH valorizar-se mais de 300%, um paralelo ao potencial da IA e robótica. Os próximos relatórios de lucros de semicondutores (ex: MU em 26/06) e anúncios de projetos de robótica/IA servirão como gatilhos. A visão de médio a longo prazo (até 2030) indica um superciclo de demanda por RAM, solidificado pela robótica e consumo per capita.
Nos próximos 6-12 meses, espera-se que empresas como MU (atualmente ~$150) e TSM (atualmente ~$200) continuem a apresentar forte crescimento de receita e lucros, impulsionadas pela demanda robusta de IA e robótica. Gatilhos incluem novos lançamentos de chips, resultados trimestrais superando expectativas e anúncios de parcerias estratégicas. A visão de longo prazo até 2030 aponta para um cenário de superciclo de demanda para o setor de memória.
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